Dessas moças bonitas que estão sempre sorrindo nas fotografias.
Os homens mais bonitos e mais caros se jogariam aos meus pés.
E eu pediria o drink que eu quisesse. O hotel que eu desejasse. O perfume mais bonito da vitrine.
Se eu fosse uma Pin-Up eu nunca choraria.
É que elas nunca estão com a maquiagem borrada. Nas fotos.
Eu teria a boca mais vermelha. E o rímel mais preto.
E o maior número de babados e bolinhas jamais visto.
Faria charme, jogaria o olhar pro chão e depois uma cara de susto.
Sorriria, se essa fosse minha vontade.
Seduziria sem dizer uma palavra.
Emanaria libido, tesão, paixão e graça.
Se eu fosse uma Pin-Up eu teria mais cores que o arco-íris.
Eu seria feita baseada na perfeição.
Eu posaria pra Renoir. Inspiraria Bach. E não precisaria de dinheiro.
Eu não tomaria sol. Nem chuva.
Eu seria boêmia e a casa de todo mundo seria a minha.
Eu poderia simplesmente fechar os olhos. Quando algo não me agradasse.
Meu cabelo não teria um fio fora do lugar.
E eu não teria filhos. Nem cachorros. O mundo é que cuidaria de mim.
Se uma Pin-Up de verdade eu fosse...
Não só por um dia...
http://www.vimeo.com/8924881
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Ah! Os vizinhos...
Tem a louca mal-comida que gosta de gritar comigo e com minhas amigas que moram comigo porque ela acha que a gente destrói a porta de entrada da casa.
Tem a gorda que, todo os dias de manhã, de preferência por volta das 7 horas, fica gritando debaixo da minha janela atrás do seu cachorro: "Veluuuuuuuuuuuuuuuudo!"
Tem a velha portuguesa que acha que o absurdo do valor da conta de água que veio esse mês é culpa minha.
Tem as crianças que zoneiam o dia todo.
Tem o carro do filho da moradora de trás que obstrui todo o corredor de passagem da vila. E quando ele resolve lavá-lo ele também providencia uma poça dágua.
Tem o velhinho quase surdo-cego que mora ao lado, que toda vez que esquece a chave é no meu apartamento que ele, erradamente, toca a campainha e ainda mal-diz sua esposa: "Essa velha tá surda, não me ouve tocar!"
Tem o Seu Mota. Mas dele eu gosto.
Tem o artista plástico, que gosta de ouvir música clássica no último volume quando está criando. Mas os momentos de criação eu respeito.
Tem a jabuti da gorda que grita o dia inteiro atrás do Veludo. Mas com a jabuti ela não grita, não.
Tem a velha que usa um andador pra se locomover. E quando ela resolve se locomover é um evento.
E todos eles juntos, por sua vez, adoram prestar a atenção na hora que eu saio e na hora e com quem eu chego e costumam parar de falar e observar quando eu passo (eu acho que eles pensam que eu sou puta ou então que eu transo tóxico). Tudo isso, obviamente, enquanto fazem um 'surraxquinho' debaixo da janela do meu quarto, me deixando a casa fedendo a carvão.
Mas eu queria declarar aqui, nessa página pública, que eu sou muito maior que tudo isso. Eu os admiro pela sua personalidade, e acho todos muito do bem. Eu os amo!
Rrrá!
Tem a jabuti da gorda que grita o dia inteiro atrás do Veludo. Mas com a jabuti ela não grita, não.
Tem a velha que usa um andador pra se locomover. E quando ela resolve se locomover é um evento.
E todos eles juntos, por sua vez, adoram prestar a atenção na hora que eu saio e na hora e com quem eu chego e costumam parar de falar e observar quando eu passo (eu acho que eles pensam que eu sou puta ou então que eu transo tóxico). Tudo isso, obviamente, enquanto fazem um 'surraxquinho' debaixo da janela do meu quarto, me deixando a casa fedendo a carvão.
Mas eu queria declarar aqui, nessa página pública, que eu sou muito maior que tudo isso. Eu os admiro pela sua personalidade, e acho todos muito do bem. Eu os amo!
Rrrá!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O melhor remédio.
Já pensei na pílula da beleza. Um comprimido por dia que faria com que seus cabelos fossem os mais sedosos do mundo, sua pele um pêssego, sua barriga tanquinho e sua bunda durinha, sem nenhum esforço.
Já me ocorreu um medalhão do tempo, que pudéssemos voltar em alguns momentos de nossas vidas a fim de consertar alguns erros ou de viver um replay dos melhores momentos.
Chá de sumiço.
Biscoito da sorte.
Bola de cristal.
Pó de Pirlimpimpim.
Mas só posso pensar que a grande e mais incrível invenção de todas, que viria para revolucionar o mundo, chocar, impressionar e mudar pra sempre a vida da raça humana seria... tchanananammmmm... a incrível infusão antidordeamor.
Mas não como a de Puck, personagem de Shakespeare, que fazia com que a pessoa se apaixonasse pela primeira que visse ao acordar, já sabemos que essa causa muita confusão. A infusão antidordeamor lhe proporcionará tranquilidade, bem-estar e harmonia. Ela permitirá que você goste apenas de quem lhe gosta, queira estar apenas com quem lhe for recíproco. E quando esse alguém não quiser mais estar com você, com apenas um gole da infusão antidordeamor, você também não estará mais disposto a tal companhia. E então, você conhecerá outra pessoa, e, juntos vocês decidirão se apaixonar mutuamente e tomarão a infusão. Eureca! Simples. Será o fim da dor de cotovelo e dos porres acompanhados do elefante que insiste em sambar na sua cabeça no dia seguinte. Não precisaremos mais sair por aí beijando o primeiro que aparece na frente, numa atitude desesperada por esquecimento, poderemos ver as antigas fotos sem nenhuma dor no coração e, principalmente, poderemos olhar pra tal pessoa como mais uma na multidão. Será o fim das atitudes passionais extremadas e ciúmes será artigo de prateleira de antiquário.
Não seria incrível?!?!?!?!?!
Não seria incrível?!?!?!?!?!
(...)
Também será o fim das canções de amor, da poesia, dos filmes mamão com açúcar. A palavra saudades perderá o sentido. Amor à primeira vista nunca ninguém mais ouvirá falar. O inesperado não será mais inesperado. O futuro não será mais impressionável. E a delícia de não saber o que virá no dia seguinte, nos papos na cama antes de se levantar pela manhã, os cafés da manhã juntos, vendo o dia começar, o dia passar, o sol se por e a noite cair, as pequenas delícias da vida rotineira, do convívio, dos risos bobos, das surpresas, do espontâneo, do íntimo, do lúdico, dos olhares de peixe-morto, das declarações, da pele, do cheiro da respiração... tudo, absolutamente tudo perderá a graça...
(...)
Nada é perfeito!
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Xo sé.
Essa semana, mais precisamente domingo, dia 24, completou-se exatos 12 anos do dia em que perdi minha virgindade. Virgindade. Cabaça. Selo. What ever.Coisa de mulherzinha esse negócio de ficar se apegando a data!!!! Mulher é um troço muito chato, cheio de esquema, eu sei. É por isso que eu prefiro os homens.
Mas, voltando ao assunto. Foram 6 meses de namoro até que o bendito dia chegasse. Até que eu me sentisse "preparada". O coitadinho do Peter ficou os seis meses só na punhetinha. (Mãe, ó eu falando essa palavra de novo!). E não foi nada do jeito que eu tinha planejado. Não foi com a luz apagada e não teve morangos com champanhe. Não foi sequer em uma cama!! Enfim. Eu achava que ia casar com ele. Ele casou. Mas não foi comigo. Ainda bem. Imagina só casar com o cara que te tirou a virgindade e não ter uma segunda opinião? Nesse caso você nem pode comparar. Se é melhor ou pior. Menor ou maior. Conheço casos!
Ahh! Mas eu descobri o amor na sua forma completa. Como era bom! E, deusulivre imaginar em sexo com alguém que não fosse um namorado. Alguém que eu não amasse e não me fosse recíproco.
Mas essa fase já passou faz tempo, graças a Deus! Depois de um tempo e depois de algumas paixões eu casei. Casar é legal! Eu casaria de novo. E de novo. E denovo. Quantas vezes me der vontade. E quantas vezes eu encontrar um doido que esteja disposto! E foi depois que meu casamento acabou que eu descobri o sexo sem amor. Na verdade eu tive que descobrir na marra. Há males que vem pro bem!
Também descobri o sexo+amizade. No caso é aquela pessoa com quem você sempre se comunica, sai pra tomar um chop, ir ao teatro, e, vez ou outra, rola uma sacanagem. E não é necessário ligar no dia seguinte. Ambas as partes sabem disso. Ou 'trambas', dependendo do caso! Acontece!
Mas depois de um tempo enjoa. Pelo menos pra mim. Depois de um tempo acaba a emoção. Esse negócio de sexo pelo sexo também chega uma hora que cansa.
Né, não?! É antiquado demais achar que sexo+amor é sempre muito melhor? Daqueles em que você não perde o foco em nenhum momento? Daqueles que te causam emoção? Eu já me emocionei, já chorei uma vez durante. E foi uma única vez. Foi incrível! Será que um raio cai duas vezes no mesmo lugar? Será que um dia eu posso me emocionar novamente a esse ponto?
Por falar em emoção, será que eu fiquei cética ou realmente ninguém tá tendo culhão de me emocionar?
Eu saio nas baladas, ou então no ônibus mesmo, presto atenção nas pessoas e ninguém me chama a atenção. A impressão que eu tenho é que o mundo padronizou. Todo mundo é igual. Todos falam sobre as mesmas coisas. Ouvem as mesmas coisas. Frequentam os mesmo lugares. Usam a mesma marca de roupa. Fumam o mesmo cigarro. Tem os mesmos medos. Ninguém surpreende.
Claro que às vezes rolam umas exceçõezinhas (bem 'inhas'). Mas aí rola uma beijinho e no dia seguinte eu nem tenho vontade de atender ao telefone que insiste em tocar. Será que isso só acontece comigo? Eu estou tão errada assim? Isso é bom ou ruim?
Eu vejo as mulheres ficando interessadas nos caras com quem elas ficam. Eu vejo os caras ficando interessados em mim. E eu? Nem curiosidade não me passa pela cabeça!!! É tudo igual, eu já sei. Eu já consigo imaginar como vai começar, como vai desenvolver e como vai terminar.
Será que isso também está acontecendo em relação às mulheres? São todas iguais? Padrão? Lugar comum? Como essa sensação que eu tenho com o sexo oposto?
Será que eu ando descrente do sexappeal ou é só uma fase?
Antigamente eu me apaixonava tanto! Não me lembro de ter ficado com o coração desocupado por muito tempo. Tá, vá lá. Melhor o coração desocupado do que ocupado por algum trouxa. (Trouxa. Redescobri essa palavra de uns dias pra cá e to adorando reproduzi-la. Rs.)
Talvez seja só um álibi pelo fato de eu não estar tendo tempo de me apaixonar. Se bem que, quando acontece, a gente bem que arruma um jeito. Talvez eu ainda tenha uma chance.
Tomara.
É... De fato, eu não sei. Só sei que alguma coisa aconteceu...
(...)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Arte entrando.
Sabe. Eu gosto muito de escrever. Mesmo que me passe pela cabeça que ninguém, absolutamente ninguém, esteja lendo essas linhas. Ainda assim, eu gosto muito de escrever. Acho, inclusive, que o ato de escrever é um ato, por si só, solitário. Mesmo que você tenha colaboradores, como num roteiro de novela, ainda assim é solitário. É íntimo. É mais solitário que bater punheta. Porque na punheta você sempre está acompanhado. Na imaginação. Escrever não. Mesmo que você escreva sobre alguém ou pra alguém. É o seu, único e intransferível, ponto de vista. Só seu. Talvez um dia eu escreva um livro. Ou outra peça de teatro. Ou um roteiro de filme. Talvez um dia eu também plante uma árvore. Talvez um dia eu também faça um filho. Se bem que pra esse último eu não poderei estar só.
Mas hoje eu quero falar sobre o imaculado estado de espírito do 'ser artista'. Eu digo estado de espírito porque não precisa ser necessariamente uma profissão.
Quero falar da maravilha do reconhecimento desse estado. É muito incrível ser aplaudido de pé quando o pano cai. Mais ainda. É muito incrível ser aplaudido em cena aberta. É esplêndido ser chamada pelo nome do personagem que você vive quando alguém lhe reconhece. Mesmo que por poucas pessoas. É indescritível ver uma platéia toda vir abaixo com uma piada sua. É maravilhoso encontrar pessoas anos-luz depois de um trabalho seu e ainda ser parabenizada por ele. É genial permanecer no consciente do público. Mesmo que pequeno. É delicioso ser chamada pra trabalhar pelas mesmas pessoas com quem você fez o último trabalho porque gostaram muito de você. É sensacional fazer o que você gosta. Falo isso por mim.
(...)
Não deixo de imaginar como seria ser autora de um livro e vê-lo virando um best seller. Ser artista plástica e ver um quadro seu no Louvre (mesmo que depois de morta, como de praxe). Ser um palhaço de rua e ser contratado pelo Cirque de Soleil.
(...)
Mas o melhor pra mim ainda é imaginar a sensacional viagem que é ser cantor. Imagine-se cantando pra uma multidão e ver essa mesma multidão gritando decor a letra da música que você fez. Imagine-se cantando pra milhões de cabeças que pulam e deliram com suas canções. A música tem realmente um alcance que nenhuma outra arte um dia teve ou terá. Todos ouvem. E, principalmente, todos, sem exceção, todos tem acesso. O que não acontece com a maioria das outras formas de arte. Então imagine-se num palco sobre um mar de gente. Todo o tipo de gente. De todos os lugares, bairros, becos, classes, idades. Todos cantando a sua música. Eu, certamente, entraria em transe. Esqueceria que eu posso parecer esquisita pulando igual pipoca, ou que eu poderia cair do palco, ou que provavelmente, jeitosinha que só eu, eu poderia dar com o microfone nos dentes. Esqueceria que eu poderia fazer xixi nas calças ou embaraçar demais os cabelos. Eu esqueceria até que eu desafino às vezes. E eu cantaria pra 1 milhão de pessoas, que, por sua vez, cantariam minhas músicas. Todos os dias, se necessário. Não deve haver no mundo sensação igual. Esse é meu sonho impossível. Ser compositora-cantora. E viajar o Brasil e depois o mundo. Vendo milhares e milhares de pessoas cantando comigo as minhas músicas. No meu ritmo. No meu tom. Do meu jeito. Foda, né?!
(...)
Adorei ver o Eagle Eye Cherry ontem. O vocalista nos seus movimentos tão pequenos e simplistas consegue preencher o palco de uma tal maneira que foi emocionante ver e ouvir.
A Maria Gadú é uma marrenta. Pena que não posso imitá-la aqui. Rs.
(...)
Justificando meu título.
Toda vez que eu ganho um hematoma ou uma bolha na mão com minhas aulas de acrobacia aérea ouço meu professor dizendo: 'É a arte entrando!' Que venham muitas artes então. Aliás, os ensaios pro abre-alas do Salgueiro estão me deixando destruída. Se eu tusso dói o abdômem, se eu agaixo dói as pernas. Coçar a cabeça dói o sovaco. Porra! Que sacrifício. Vou pedir pra sair...
(...)
Justificando meu título.
Toda vez que eu ganho um hematoma ou uma bolha na mão com minhas aulas de acrobacia aérea ouço meu professor dizendo: 'É a arte entrando!' Que venham muitas artes então. Aliás, os ensaios pro abre-alas do Salgueiro estão me deixando destruída. Se eu tusso dói o abdômem, se eu agaixo dói as pernas. Coçar a cabeça dói o sovaco. Porra! Que sacrifício. Vou pedir pra sair...
(...)
Tô com medo que resolvam cortar meu cabelo pro próximo trabalho. Lá se vai meu Projeto-Verão-2010.
(...)
Mommyyyyyy. Eu sei que você lê assiduamente meu blog. Desculpe pela palavra 'punheta'. Rs.
(...)
Afe... Gosto tanto de escrever que virei uma tagarela!
Afe... Gosto tanto de escrever que virei uma tagarela!
(...)
Beijomeligaoudeixarecadoquetocarente.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Ele & Ela
Eles se falam ao telefone. Já nem lembram mais quem ligou pra quem. Depois de duas ou três resistências, um ou dois telefonemas pra desmarcar um compromisso, ele chega. De capacete na mão e cara de cachorro que caiu da mudança. 2 beijos no rosto. Limpa os pés. Calor, né?! Demais. Depois de tanto tempo sem se verem fica no ar um desconforto estranhamente confortável. Engraçado. Trocam meia dúzia de palavras. Um beijo. Histórias recentes e histórias antigas, que merecem ser lembradas. Quanto tempo! Um cigarro. Uma música interessante. E pronto. Nada mais precisa ser relatado. Nem os atos. E, muito menos, as falas. Na verdade, o que importa saber desses dois é o que eles pensam antes, durante e depois. E aqui vai um diálogo de pensamentos. Que, obviamente, nunca foi trocado. Apenas deduzido.
Ele - Impressionante o poder feminino. A gente ladra, ladra, mas no fim a decisão é sempre delas.
Ela - Impressionante o sexo masculino. É só estalar os dedos e eles veem correndo!
Ele - Nossa! Ela tá bonita, mais feliz. Parece bem resolvida!
Ela - Impressionante o sexo masculino. É só estalar os dedos e eles veem correndo!
Ele - Nossa! Ela tá bonita, mais feliz. Parece bem resolvida!
Ela - Hum... Ele voltou a malhar!
Ele - Será que fica mal se eu tirar a camisa? Ta um calor da porra.
Ela - Ataco agora ou dou uma de boa moça e pergunto se a mãe vai bem?
Ele - Minha namorada me mata se souber!
Ela - Ai. Rolou uma preguicinha. Mas já que estamos aqui...
Ele - Hum... Maneiro!
Ela - Hum... Maneiro!
Ele - Ai, meu Deus, tô ficando nervoso. E agora? Pra mulher é bem mais fácil, é só relaxar. Já o homem...
Ela - Tá. Nas preliminares tudo lindo, melhor do que nunca. Mas agora vamos ao que interessa! Ai, não. De novo não!
Ele - Uhuuu! Ta tinindo!!!
Ela - Ai. Tinha me esquecido que era bom assim. Devia procurá-lo mais vezes.
Ele - Cara. Acho que vou terminar com minha minaaaaaaa!
Ela - Uuuuuuuhhh...
Ele - Belo ângulo!
Ela - Hum. Ele olha nos olhos! O que será que isso quer dizer? Vou me apaixonar? Ele vai se apaixonar? Vamos protagonizar uma história?
Ele - Que sede! Que calor!
Ela - Os vizinhos. Ah! Fodam-se os vizinhos!
Ele - Porra!!! Essa merda de borracha tá atrapalhando minha performance.
Ela - O que mesmo eu tenho pra fazer amanhã de manhã? Ah sim... Malhar! Dia de glúteo.
Ele - Adoro velocidade!
Ela - Ai, meu Deus. A grande vantagem do macho é que ele tem o poder de finalizar o ato. Faço mais uns barulhos pra tentar agilizar ou peço um tempo pra água?
Tempo pra água.
Ela - Ufa!
Ele - Ufa! Mais, mais, mais...
Ela - Ai, queria tomar um banho dessa chuva... Canserinhaaaaa...
Ele a abraça. Faz carinho. Beijo. Carinho. Abraço. Beijo. Calor.
Ela - Ai, preciso comprar um ar condicionado.
Ele - Meu reino por um banho. Mas se eu sair e tiver alguém aqui que me conhece, conhece minha namorada, meu Deus, tô frito!
Ela - Leave me alooone!
Eles se despedem. Ele pega o capacete. Algumas promessas de em breve se encontrarem novamente. Ele vai.
Ele - Tenho que correr pra alcançar meus amigos no boteco e contar os detalhes.
Ela - De que cor eu pinto as unhas?
Ele - Minha namorada me mata se souber!
Ela - Ai. Rolou uma preguicinha. Mas já que estamos aqui...
Ele - Hum... Maneiro!
Ela - Hum... Maneiro!
Ele - Ai, meu Deus, tô ficando nervoso. E agora? Pra mulher é bem mais fácil, é só relaxar. Já o homem...
Ela - Tá. Nas preliminares tudo lindo, melhor do que nunca. Mas agora vamos ao que interessa! Ai, não. De novo não!
Ele - Uhuuu! Ta tinindo!!!
Ela - Ai. Tinha me esquecido que era bom assim. Devia procurá-lo mais vezes.
Ele - Cara. Acho que vou terminar com minha minaaaaaaa!
Ela - Uuuuuuuhhh...
Ele - Belo ângulo!
Ela - Hum. Ele olha nos olhos! O que será que isso quer dizer? Vou me apaixonar? Ele vai se apaixonar? Vamos protagonizar uma história?
Ele - Que sede! Que calor!
Ela - Os vizinhos. Ah! Fodam-se os vizinhos!
Ele - Porra!!! Essa merda de borracha tá atrapalhando minha performance.
Ela - O que mesmo eu tenho pra fazer amanhã de manhã? Ah sim... Malhar! Dia de glúteo.
Ele - Adoro velocidade!
Ela - Ai, meu Deus. A grande vantagem do macho é que ele tem o poder de finalizar o ato. Faço mais uns barulhos pra tentar agilizar ou peço um tempo pra água?
Tempo pra água.
Ela - Ufa!
Ele - Ufa! Mais, mais, mais...
Ela - Ai, queria tomar um banho dessa chuva... Canserinhaaaaa...
Ele a abraça. Faz carinho. Beijo. Carinho. Abraço. Beijo. Calor.
Ela - Ai, preciso comprar um ar condicionado.
Ele - Meu reino por um banho. Mas se eu sair e tiver alguém aqui que me conhece, conhece minha namorada, meu Deus, tô frito!
Ela - Leave me alooone!
Eles se despedem. Ele pega o capacete. Algumas promessas de em breve se encontrarem novamente. Ele vai.
Ele - Tenho que correr pra alcançar meus amigos no boteco e contar os detalhes.
Ela - De que cor eu pinto as unhas?
Os fatos e personagens relatados aqui são fictícios, qualquer semelhança com a vida real será mera coincidência.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
T.
Menina do cabelo branco loiro
Não chore nessa altura, não borre seu rosto
Eu sei, é chato brincar de ser adulto
Mas não esqueça de consertar o retrovisor direito
Menina do olho mel cor de areia
Tire seu nariz daonde lhe dá alegria
Bagunce o penteado e arrume seu camarim
Mantenha os olhos abertos durante o dia
Menina da tatuagem lilás em flor
Não brigue com quem você já apagou o nome
Uma taça descartável de champagne
Uma frase repetida e você vai se ver melhor
Menina da saia preta curta alta
Se eu fosse só na vida te traria os dois
Te emprestava o que adivinho lhe faz falta
Te tomava o vazio do bolso, da alma e da sala
Menina de sete letras com três As
Espere eu acabar de falar pra começar a chorar
Não tente acelerar o tempo do tempo
Acabou nossa hora, já podemos andar sobre o mar
Não chore nessa altura, não borre seu rosto
Eu sei, é chato brincar de ser adulto
Mas não esqueça de consertar o retrovisor direito
Menina do olho mel cor de areia
Tire seu nariz daonde lhe dá alegria
Bagunce o penteado e arrume seu camarim
Mantenha os olhos abertos durante o dia
Menina da tatuagem lilás em flor
Não brigue com quem você já apagou o nome
Uma taça descartável de champagne
Uma frase repetida e você vai se ver melhor
Menina da saia preta curta alta
Se eu fosse só na vida te traria os dois
Te emprestava o que adivinho lhe faz falta
Te tomava o vazio do bolso, da alma e da sala
Menina de sete letras com três As
Espere eu acabar de falar pra começar a chorar
Não tente acelerar o tempo do tempo
Acabou nossa hora, já podemos andar sobre o mar
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