terça-feira, 11 de maio de 2010

Traduzindo músicas do português pro literal - parte III


Engraçado isso. Depois de um tempo eu me tornei inacessível. Depois de algumas histórias eu me tornei inalcansável. Hoje sou incapaz de me doar. E nem é por opção. É quase automático. Mas quando você se sente protegida por esse muro, vem alguém e te desvenda. Te deixa nu. 
Que bom que, apesar das pessoas intransponíveis, existem as pessoas sensíveis. Eu também já fui assim.


"O QUE É BONITO" (Lenine)
(tradução de Dunley para Pasquali) 


O que é bonito
É o que persegue o infinito  

É bonito quem acredita no amor

Mas eu não sou
Eu não sou, não...

Porém eu não acredito

Eu gosto é do inacabado
O imperfeito, o estragado que dançou
O que dançou...

Eu gosto de quem provavelmente não vai gostar de mim de volta

Eu quero mais erosão
Menos granito



Quero uma aventura

Namorar o zero e o não


Viver sem compromisso

Escrever tudo o que desprezo
E desprezar tudo o que acredito


Literalmente escrever tudo o que desprezo ou adotar um estilo de vida que não me serve como luva e desprezar o que lá no fundo acredito ser bom pra mim

Eu não quero a gravação, não
Eu quero o grito

Eu não quero seguir nenhum modelo, quero ser livre

Que a gente vai, a gente vai
E fica a obra


Eu faço o que tenho vontade, mas a consciência me cobra

Mas eu persigo o que falta
Não o que sobra


Eu quero o que ninguém tem, não o que todo mundo acha que quer ter
 

Eu quero tudo
Que dá e passa
Quero tudo que se despe
Se despede e despedaça


Eu quero uma paixão avassaladora que quando passa acaba comigo

ohhh... ihhh... ohhh...

Mas no fundo eu choro

O que é bonito...

Sinto falta de um amor







2 comentários:

  1. se, mesmo no fundo, você chora, é porque ainda sente.

    uma tecla SAP à tati.

    bjbj.

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